Pesquisadores do Marcus Autism Center (Emory University – Estados Unidos) identificaram sinais de autismo presentes nos primeiros meses de vida. O estudo realizado permitiu que fossem acompanhados bebês desde o nascimento até os 3 anos de idade, utilizando uma tecnologia de rastreamento ocular para medir a forma com que essas crianças olham e respondem à estímulos sociais. As crianças que posteriormente foram diagnosticadas com autismo, mostraram baixa atenção aos olhos das outras pessoas a partir dos 2 meses em diante.
O estudo acompanhou dois grupos de bebês, um com baixo e outro com alto risco para ter um transtorno do espectro autista. Os bebês de alto risco frequentemente já possuem um irmão diagnosticado com autismo, o que aumenta o risco de também apresentarem a condição. Em contrapartida, as crianças de baixo risco não tinham primeiro, segundo ou terceiro grau de familiares com autismo.
Os pesquisadores responsáveis (Ph.D. Ami Klin e Ph.D. Warren Jones) referiram que esses sinais não são percebíveis a olho nu e requerem uma tecnologia especializada além de medidas do desenvolvimento da criança a cada mês. Portanto, os pais não devem esperar que isso seja algo que possam ver sem a ajuda da tecnologia e não devem se preocupar se uma criança não olha para os olhos a cada momento.
Os resultados desse estudo revelam a presença de sinais precoces das inabilidades sociais e, apontam ainda que embora tenha sido demonstrado que a atenção aos olhos das outras pessoas esteja reduzida dos 2 aos 6 meses em bebês posteriormente diagnosticados com autismo, isso não está completamente ausente.
Apesar de não existir cura para o transtorno do espectro autista, se os bebês fossem identificados com autismo nos primeiros meses de vida, as intervenções poderiam ser iniciadas precocemente e poderiam ser mais bem sucedidas para se obter o desenvolvimento do contato visual. Isso seria de extrema importância para o crescimento dessas crianças, considerando-se que o contato visual é ímpar no desenvolvimento e nas interações sociais.
